12 de abr de 2013

A maresia

A beira da praia
O mar me vem
Traz-me as conchas
Traz-me os peixinhos
Traz-me a doce ilusão.

A maré da virtude da vida
O que vemos e desconhecemos
O que sabemos e não tocamos
O que desconhecemos e não vemos, mas dizem por aí...

Não deixe a maré te arrastar 
Não se deixe  levar
Os marinheiros  se permitiram ao canto da sereia
  foram-se para o horizonte
De onde o sol nos vem no pôr-do-sol
Inacreditável, eles duvidaram.

À noite
 às estrelas os enganam
Eles se perderam na maré da solidão
Umas garrafas de cerveja
Às moças, bailando à volta da casa flutuante
Ao lado, várias flores d’água
Vitória-régia, reinavam.

Os marinheiros eram insanos
A solidão a casa torna, mas não os abalou
Cada pedacinho da tristeza virou um samba
Eles dançaram em volta da fogueira, malfeita
Dançaram a tristeza, beberam a saudade
E a maré da solidão foi indo, conforme eles navegavam
Ela os levou para longe da doce ilusão da vida.